quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Emigração

O País estava farto! Ao fim e ao cabo já lá iam uns séculos disto, era tempo de um pouco de paz. A toda a hora é ignomínia, é opróbrio, é perjúrio, é empáfia, é pedantismo é egolatria é zelotipia é o rai' que o parta! Chiça!
Ao princípio, na era dos vulcões, ainda era tudo jovem, cheio de vigor e pujança. Agora o tempo é outro. Faz falta a calmaria e o ócio que a idade já pesa.
E diga-se, em boa verdade, estes humanos não se podem aturar, sempre com as suas lérias e mesquinhezas. E o pior é que andam por todo o lado! É tudo deles, das criaturas que se julgam sabedoras de sua própria sapiência.
Assim é normal, pois pudera! Acaba-se a serenidade.
Já em 1755 houve um pequeno ameaço, mas desta foi de vez. Já chega!
O País ergueu-se então dos seus alicerces, sacudiu-se e foi-se deste planeta.
Houve quem dissesse que tudo não passou de um amuo próprio da velhice.
Os Homens, lá em baixo, olhavam incrédulos.
Os que sabiam nadar.